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Muitas vezes a emoção se sente em dificuldades. Delimitar os
percursos e dentro deles o caminho escolhido – fica tão complicado quanto elaborar
a frase adequada ao pensamento.

Assim foi. Assim é.

Durante três meses entrei na casa delas. Escutei as
conversas. Fiz parte dos temores e conquistas. Confiei nas promessas e participei
das dúvidas. Organizei armários. Separei correspondências.

Acreditei. Desacreditei. Sonhei.

Até me assustei. Quando elas vinham no meio da noite – a Racionalidade
vinha junto.  Quando surgiam invasivas no
caminho dos trilhos – a Memória se fazia impiedosamente requisitada. Ou em algum momento de lazer – a Ordem se recusava a mudar.

Mas fosse a que hora fosse – se fora do possível – a Paciência
se fazia autoritária. Espera o dia amanhecer. Quando amanhecia – agora espera
mais um pouco. As tarefas da rotina não podem ser canceladas. E até o momento
de me reencontrar com elas e poder expô-las – todo um processo de calma e
contenção já estava vivido até a quase exaustão.

Nunca fui tão obediente. Não me lembro de ter sido antes tão
cautelosa.

Mas o convívio com elas e a composição de vida delas – assim
o exigia. Como a Vida em si ou fora de si – a sabedoria deve estar nas dosagens
e nas reservas.

Já me entendia tão familiarizada com a rotina delas que – ao colocar o ponto final –
me senti em Estado de Despedida. Como se voltasse depois de uma viagem – para casa.

Elas já não mais precisam de mim. Ficam agora recriadas e
recontadas – por outros olhares. E a cada novo olhar, a cada um que escute os
segredinhos revelados nas entrelinhas da narrativa – uma roupagem nova as vestirá.

O acesso fica disponível no endereço abaixo. Como uma placa
de aviso. Pode entrar. A casa é sua.

Objetivando: Os textos foram revisados e ampliados – inclusive com capítulo inédito. Caso queira encomendar o seu volume – click no link abaixo

Vitral – Compondo a Vida

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    • maria auxiliadora viana mattos
    • February 1st, 2010

    cumadre hum… você arrazou, alias vc sempre arraza, quero ler todo, o mais rápido possível, muitas saudades, DÓ e Gal, desejamos todo sucesso desse mundo, aliás a essa família de escritores…

    • Fernando Isnard
    • February 23rd, 2010

    Vitral, do substantivo masculino, do plural, vitrais, forma desenhos ou figuras, feito de vidros coloridos e transparentes, causal, formal, carnal, irreal, jovial, normal… Ser Lêda Rezende é ser tudo isto em tudo que se vê vemos Vitrais de sonhos e belezas trazidas por Lêda atravez de sua poesia compondo em nossa vida um belo Vitral.Obrigado LêdaFernando Isnard

    • Paulinha
    • February 2nd, 2010

    Oi!!!!!! já comprei!!!!!!!!
    Que legal!!!!
    Um beijo

    • Claudia
    • January 31st, 2010

    Oi Ledinha, que emoção. Já comprei seu livro. Não vejo a hora de começar a ler. Parabéns! Você é um sucesso.Um grande abraço, saudades Cláudia.

    • Anonymous
    • January 31st, 2010

    oi, eu amei seu blog e já virei fã. muito sucesso e felicidade.
    perdoe-me a cara-de-pau mais se vc poder da uma visitada no meu blog vai ser muito legal bjss

    • Adriana Ribeiro Andrade
    • February 1st, 2010

    Ameiiiiiiiiiiiiiii…Vc é maravilhosa!!!!A enfermeira aqui é sua fã n.º1Adriana

    • suzane
    • February 5th, 2010

    Minha querida!
    Também me sinto voltando de uma longa viagem, espero que agora com mais tempo para os amigos. Quero ler seu livro mas não estou conseguindo comprar pela net. Vou ver se Junior me dá uma mão nisso.
    Bjo minha linda
    Da sua fã baiana e sempre tranferida
    Suzi

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